sábado, 27 de junho de 2009

RELATÓRIO PESQUISA DE CAMPO: A TECNOLOGIA A SERVIÇO DE TODOS

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
FACULDADE DE EDUCAÇÃO-
LICENCIATURA EM PEDAGOGIA/ ENSINO FUNDAMENTAL E SÉRIES INICIAIS
CURSISTAS:ALAIDES NASCIMENTO NUNES PEREIRA
ANA CRISTINA FERREIRA DE SOUZA COREDEIRO
ELIZABETE RODRIGUES NOVAIS RIBAS


APRESENTAÇÃO:


“Em uma sociedade altamente competitiva como
a nossa, as tecnologias, muitas vezes, acabam sendo
usadas como símbolos de distinção
os indivíduos” (ARRUDA, 2004 p. 51


Como professores, precisamos buscar formação para aprimorar nossos conhecimentos na área da tecnologia, que favoreça a aprendizagem dos discentes. As tecnologias da informação e comunicação têm ganhado espaços no âmbito da educação globalizada, trazendo uma ampla dimensão de informação para espaços educacionais e empresariais. Também proporcionam a participação sistematizada na formação do sujeito de forma coletiva. Um dos grandes objetivos da escola no que diz respeito às tecnologias hoje é: Tornar possível o acesso dos professores, alunos e da comunidade ao ambiente e instrumentos tecnológicos. Instituições educacionais utilizam esses novos meios de comunicação, pois, a construção do conhecimento passa um processo de transformação diante das modernas tecnologias, também sabemos que para que haja uma aprendizagem significativa, o indivíduo tem que está disposto e interessado em estudar e utilizar as novas metodologias. Portanto, para isso deve haver uma política pública voltada para a inclusão dos alunos.
O projeto Software Livre Bahia (PSL-BA) é uma articulação, aberta a todos, em constante movimento que busca, através da força cooperativa, disseminar na esfera estadual os ideais de liberdade difundidos pela Fundação Software Livre (Free Software Foundation - FSF), possibilitando assim à democratização do acesso a informação, através dos recursos oferecidos pelo Software Livre. Esta busca, que tem seus alicerces fundados na colaboração de todos, formando movimento sinérgico que converge na efetivação dos ideais de liberdade, igualdade, cooperação e fraternidade. (Contra capa do Projeto Software Livre Bahia). Os estudos e pesquisas sobre o Software Livre, nos proporcionaram um conhecimento mais amplo sobre o uso do mesmo na nossa cidade, na esfera pública e privada. Através de mapeamento com entrevistas nas instituições que fazem uso desse programa.

INTRODUÇÃO:

Software Livre refere-se à “liberdade”. Liberdade esta que permite aos usuários executar, copiar, distribuir, estudar, modificar e aperfeiçoar o software. Isso significa dizer entre outras coisas, que você não tem que pedir ou pagar pela licença, porque o código fonte é aberto, condição necessária para que o software seja livre, ou seja, não existe licença para distribuição. Um dos sistemas operacionais mais usados no software livre é o LINUX, considerado o mais popular do mundo. Segundo a cartilha do software Livre p. 42, “A filosofia” do software livre permite que o código dos programas seja alterado, de maneira que eles possam ser integrados com os programas que visam oferecer acessibilidade.

Ao contrário do hardware (monitores, impressoras, mouses, placas, memórias etc.), o software não é algo físico e por isso não sofre desgaste ao longo do tempo. Um software é, portanto, uma estrutura lógica, um programa que realiza funções dentro de um sistema computacional. É geralmente, desenvolvido por programadores que utilizam linguagens de programação para construí-los. Softwares correspondem aos sistemas operacionais (Windows, Linux, Mac OS etc.) drivers que controlam o comportamento de alguns hardwares (drivres de modem, de impressora, de placa de vídeo, etc.) e todos os aplicativos utilizados pelos usuários finais, como editores de texto (winword, Notepad, Gedit, OpenOffice.org Writer),planilhas eletrônicas (Excel, OpenOffice.org Impress, Gnumeric) navegadores internet (Mozilla, Internet Explorer, Opera), processadores de imagem (Gimp, Paint, CorelDraw, AdobePhotoPaint), dentre outros.(Cartilha do software Livre p. 8).
O Software, por não ser físico e sim lógico, pode ser duplicado e armazenado em disquetes, cds, discos rígidos (HD). Sua cópia pode ser transportada de um computador para o outro, desde que estejam conectados em rede podem ser transformados em cds, pen drives, ou seja sem rede. Com base nos estudo que estamos fazendo sobre o software livre, podemos perceber inúmeras vantagens ao se usar o software livre. Vale lembrar a forma como ele surgiu e o que representa para a sociedade no contexto atual. A cartilha ainda apresenta que o software livre surgiu baseado no conceito de liberdade, no qual as pessoas têm o direito garantido às quatro liberdades. Na visão filosófica do software livre, a liberdade não é um direito individual, é um direito coletivo e por isso deve ser mantido e passado de pessoa para pessoa. Além disso, a premissa de qualquer projeto de software livre é a colaboração entre as pessoas interessadas, sem concentração de poder ou qualquer outro artifício que venha a ferir as liberdades já mencionadas. Tendo em vista esse cenário, podemos facilmente citar algumas das razões de se usar o software livre:

· Poder utilizar o software para qualquer finalidade.
· Ter acesso ao código fonte e poder modificá-lo, sem quaisquer restrições.
· Poder copiá-lo e executá-lo em quantas, máquinas desejar.
· Poder distribuí-lo, sem valor, é claro, essas liberdades a que todos têm direito.
· Ter o seu computador equipado com o software de qualidade a um custo baixo ou nulo.
· Não ficar preso às restrições impostas pelas licenças de softwares proprietários.
· Não ficar dependente de novas versões com preços abusivos que eventualmente apresentam incompatibilidades com versões antigas.
· Ficar livre da pirataria.
· Incentivar o desenvolvimento de tecnologia nacional.
· Interagir e compartilhar soluções com sua comunidade seja físico ou virtual.
· Lutar contra o monopólio de grandes corporações que buscam se apropriar do conhecimento intelectual coletivo. (Cartilha do software Livre p. 24 - 25).

Portanto, é um programa que favorece o desenvolvimento da tecnologia do país, através de compartilhamento de conhecimentos coletivos. No entanto, percebemos que é possível o uso do software livre em casa e em ambientes de trabalho sem perder eficiência e qualidade. O que está faltando é mais investimentos na divulgação, porque ter um sistema operacional confiante, dinâmico e que esteja ao alcance de todos no sentido de colaborar, mostrar idéias, participar, milhares de cabeças pensantes na intenção de produzir e divulgar conhecimentos, são caminhos para a evolução da humanidade, uma vez que o software livre é muito mais do que software gratuito. O futuro do software livre tende a ser cada vez mais promissor. Um número cada vez maior de pessoas e empresas estão conhecendo o GNU/Linux e suas vantagens. Esse sistema operacional, conseqüentemente só tende a crescer e tornará tão presente em nossas vidas a ponto de virar uma evolução da computação propriamente dita.


SOFTWARE LIVRE EM IRECÊ:

Aos poucos os computadores incorporam-se no dia a dia das pessoas, a mais ou menos uma década atrás esse quadro não existia, ter um computador era privilégio da elite, a internet era novidade absoluta. Hoje algumas escolas públicas já possuem laboratórios de informática, ainda em fase de implementação, no entanto, a meta dos governos, tanto no âmbito FEDERAL, ESTADUAL e MUNICIPAL, é expandir por toda a rede de ensino. O objetivo é diminuir a desigualdade social no que se refere ao acesso tecnológico. Com base nas pesquisas de campo que realizamos no município de Irecê, pudemos perceber que já existem projetos para melhor aproveitamento dessa tecnologia, com o propósito de inclusão digital.

Irecê da um passo muito importante a caminho dos avanços tecnológico através da UFBA (Universidade Federal da Bahia), em parceria com a Prefeitura Municipal de Irecê e Ministério da Cultura, visando contribuir para a formação dos professores e para que os jovens pudessem se comunicar através de MSN, ORKUT, exercitando suas habilidades. Dessa forma, os estudantes e os professores começaram a se familiarizar com o mundo digital, utilizando o laboratório de informática, o Tabuleiro Digital.

A princípio faltavam espaços para tamanha demanda. Apenas uma pequena parte das pessoas que freqüentavam o Projeto Tabuleiro Digital, já possuía alguma experiência ou vivência com a cultura digital. A grande maioria estava tendo acesso e experienciando essa realidade pela primeira vez. Para atender a demanda que foi surgindo, foi necessário criar estratégias de organização, assim, foram criados sistemas de agendamentos de horários no espaço do projeto, pelas pessoas responsáveis, para que todas, que ali freqüentavam, tivessem oportunidade de acesso e uso das máquinas. O suporte era realizado por jovens monitores e voluntários que foram capacitados para atuar no Tabuleiro Digital, aos poucos, eles socializavam seus conhecimentos e ajudavam os estudantes a escrever suas primeiras palavras no computador, ou se divertir com os jogos. O contato com o teclado e o interesse pelo computador aumentava a cada dia, estimulados por buscar novos conhecimentos.

Na perspectiva de inclusão, abriam-se portas para alunos e professores da sede e dos povoados que também necessitavam desses conhecimentos tecnológicos. Para tanto, era incentivado às pessoas o uso do software livre em Irecê, porque é de livre acesso e permite ao usuário construir conhecimentos.

MAPEAMENTO DAS ENTREVISTAS:

A sociedade brasileira possui uma grande expectativa de que a educação se concretize como principal instrumento contra a desigualdade social. No que diz respeito ao conhecimento tecnológico, essa ação contribui para a formação de pessoas críticas, participativas e atuantes, formando assim uma cidadania. Daí a importância de refletirmos sobre as contribuições das políticas públicas voltada para esse tema no âmbito educacional. Segundo análise do Plano Diretor, notamos que a prefeitura de Irecê tem buscado a inserção de projetos sociais, juntamente ao governo estadual e federal, afim de que essas ações transformem a realidade, tendo como objetivo principal a inclusão digital. Alguns artigos já estão sendo colocados em prática como:
1º. Difundir a atuação do Ponto de Cultura e do Tabuleiro Digital (parceria com a UFBA, a Petrobrás e o Minc) no acesso, produção e fruição da cultura digital; Lei (15/2008)
2º. Implantar programas de suporte ao uso do Software Livre no município;
3º. Criar espaço destinado para formação e produção de Softwares utilizando SL;
· Envidar esforços para trazer cursos técnicos, tecnológicos superiores e demais cursos de graduação na área de informática, Tecnologias da Informação e Comunicação, Sistemas de Informação, Analise de Sistema etc.; em parcerias com Universidade e Centros Tecnológicos Públicos Estaduais e Federais, com os currículos elaborados e ou adaptados visando atender as necessidades e respeitando a cultura digital e a legislação municipais voltadas para as áreas envolvidas nesses programas de formação;
· Elaborar programa de apoio sistemático do Projeto de Software Livre Brasil, PSL Bahia e PSL Irecê ao Projeto de Implantação do Software Livre no município de Irecê.
Percebemos que alguns desse artigos citados no Plano Diretor , já estão sendo colocados em prática no Município de Irecê. Seguem algumas instituições que utilizam o Programa Software Livre.
· Colégio Odete Nunes Dourado;
· Escola Municipal Zenália Dourado Lopes;
· Escola Municipal Luiz Viana Filho;
· Ponto de Cultura Anisio Teixeira;
· Escola Ineny Nunes Dourado (Escola Parque);
· Escola José Francisco Nunes povoado de Itapicuru;
· Parte do laboratório da UNEB;
· UFBA, UAB;
· Empresas privadas: Embasa (Empresa Baiana de Água e Saneamento)
· Colégio Estadual Luiz Viana Filho.
· Escola Municipal Ângelo Marques França povoado de Meia Hora;
Com base nas entrevistas realizadas em algumas escolas municipais para essa pesquisa de campo pudemos conhecer a experiência da Escola Municipal José Francisco Nunes, instituição escolar, localizada n povoado de Itapicuru, numa distância de aproximadamente 7 km da cidade de Irecê. A escola é composta por oito salas de aula, um infocentro, sala de professores, diretoria, uma cantina, seis banheiros, uma equipe de 34 funcionários. O professor Nelson Rodrigues da Cruz Júnior, nos relatou, em entrevista, as vantagens de adotar o software livre. Segundo ele, a primeira vantagem do GNU/LINUX é que não precisa pagar, enquanto que o WINDOWS é pago ou se utiliza de forma indevida (ilegal).
Compreendemos através das pesquisas que o Programa de Software Livre favorece as várias comunidades, em parceria, possam utilizar e melhorar o software, para que chegue aos usuários com qualidade. Já o Software Proprietário, depende de terceiros para que seja feita a manutenção. Para ter acesso a Programa do Windows o custo é alto, e por conta disso, a grande maioria dos usuários usa o Software Proprietário de forma indevida, ou seja, falsificado.
A entrevista concedida por Carlos Ribeiro funcionário de uma empresa privada EMBASA (Empresa Baiana de Água e Saneamento S.A).

De início, ficamos surpresos porque nessa empresa já se faz uso do software livre há muito tempo, segundo o mesmo está muito satisfeito. Para Carlos Ribeiro, o programa só é livre porque qualquer pessoa pode ter acesso aos programas e também podem modificá-los. Ele mesmo participou de treinamento via web e pessoalmente na cidade de Salvador. Ainda, na entrevista, relata que este programa está ligado diretamente com as políticas públicas do Governo Federal que foi o grande vetor para o uso do software livre no país, com iniciativas de liberação de verbas para capacitação e expansão do programa com projetos e pesquisas.
Um dos pontos que levou a empresa a adotar alguns aplicativos foi à economia porque é isento de licenças, além de ser imune a vírus não na sua totalidade, mas 90% de chances de não ser infectado. Além disso, o us de software livre nos permite atualizações diárias, que diminui a proobabilidade de implementação de vírus, sendo este mais seguro! Entrevista realizada com: Ariston Eduão e Rita de Kássia do Ponto de Cultura Ciberparque Anísio Teixeira. De acordo com Ariston Eduão e Rita, os computadores já chegaram equipados para operar com o sistema operacional livre, Unbutu. Essa é uma das distribuições mais utilizadas pelo Ponto de Cultura Ciberparque Anísio Teixeira, que também utiliza alguns programas tais como: Debion, Kurumim, Uruntuu, Berimbal Livre e Mozila Firefox.
Segundo Ariston, a manutenção é realizada pelos próprios funcionários e voluntários do ponto de cultura. Além disso, nos aponta as vantagens que podemos encontrar ao adotar para o uso o Software Livre, uma delas é proporcionar liberdade para executar o programa para qualquer fim, a liberdade de estudar como o programa funciona, adaptando para suas necessidades. Ao ter acesso ao código fonte, também é possível redistribuir cópias, aperfeiçoando-as para que a comunidade se beneficie, Ariston esclarece que podemos, sem necessariamente, precisar instalá-lo, isto é possível utilizar Cd de boot. A finalidade desse projeto foi à formação dos professores para usar a tecnologia. Relatou também que existe uma lei no município de nº (15/2008) complementar ao Plano Diretor prevê que até 2012 estejam com todas as escolas utilizando Software Livre.
Em entrevista feita a escola Luiz Viana Filho, ficamos sabendo através de Dino Estevão dos Santos Gama, responsável pelo infocentro da escola, que nesta instituição de ensino, encontra-se disponível, em funcionamento 10 computadores, que operam com base no sistema GNU/LINUX EDUCACIONAL. Nessa entrevista, Dino Gama, nos pontuou seu entendimento sobre as vantagens de se usar o software livre. Segundo ele, o código fonte aberto permite que você modifique adquirindo conhecimento. Além disso, ele esclareceu que a escola não possuía nenhum problema técnico com os computadores.

A formação desse jovem para atuar na escola, foi feita através do Ponto de Cultura, onde este teve a oportunidade de complementar sua formação estudando através de cursos e apostilas disponibilizadas na internet. Atualmente, atua como monitor na escola Municipal Luiz Viana Filho, no entanto, percebemos que o governo Federal em parceria com o Município de Irecê, está investindo nas ações prioritárias ao uso do Software Livre nas escolas e comunidades. O que está faltando na verdade é o empenho maior das políticas públicas voltadas para o Estado.


CONCLUSÃO:

Esta pesquisa teve como base, o conhecimento do programa Software Livre na cidade de Irecê. Com o objetivo de aprimorar os conhecimentos tecnológicos da comunidade em geral. A criação de Infocentros nas escolas públicas, em parceria com as escolas privadas, tem como finalidade estudar e informar sobre o Software Livre, algo que tem sido um grande avanço na nossa cidade.
A utilização do Software Livre tem favorecido um maior acesso as novas tecnologias na população Ireceense, haja vista a criação do Tabuleiro Digital, o que tem proporcionado uma inclusão digital significativa, tendo acesso a internet, seja nas residências ou nas escolas.

Aprendemos que o Software Livre é um programa de computador que pode ser utilizado, copiado, estudado e modificado, além de poder ser redistribuído sem nenhuma restrição. A pesquisa nos proporcionou conhecer que várias instituições em Irecê já estão utilizando o Software Livre, com o objetivo de reduzir os custos operacionais. Empresas como: EMBASA, Banco do Brasil, dentre outras, com o objetivo de redução de custos. Segundo o Sr. Carlos Ribeiro, técnico da EMBASA, a empresa já vem utilizando o Software livre a cerca de cinco anos e tem trazido uma significativa redução de custos para empresa, cerca de três milhões de reais só no ano de 2008, com o uso do Software Livre, o que já por si só seria um grande benefício. Além disso, os programas de Software livre oferecem liberdade aos usuários, que possuem conhecimento da área, para fazerem as mudanças necessárias para adequarem as suas necessidades.

O Governo Federal, tem demonstrado um forte interesse pelo uso do Software Livre, tendo em vista uma redução de custos com o Software. No plano da administração federal, nosso governo está efetuando uma ampla migração de seu parque tecnológico para software livre. A redução dos custos de propriedade de software já se faz sentir em diversos órgãos federais, como na Previdência Social e no Serpro, assim como o aumento de investimento em projetos de pesquisa e fomento realizados nos anos de 2004 e 2005 pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e pela FINEP, cujos softwares serão distribuídos com a Licença Pública Geral - GPL. (...)

Estamos meus amigos, empenhados em colocar o Brasil no mais alto patamar da Sociedade da Informação. Atualmente, são organizados por ano no Brasil dezenas de eventos envolvendo a temática do software livre e o País se consolida como referência internacional no uso da tecnologia. Inclusive com a adesão do segmento privado, em especial o setor varejista, que já inicia o processo de adoção de software livre em larga escala. (Guia Livre, 2005 p. 7)


Observamos que o programa de Software Livre tem tido um crescimento significativo no Brasil em todas as esferas da sociedade, capacitando professores e monitores, no intuito de beneficiar as escolas de bairros periféricos e comunidade em geral, tendo a intenção de incluí-los no mundo digital.


REFERÊNCIAS:

ARRUDA, Eucídio. Ciberprofesor: novas tecnologias, ensino e trabalho docente. Belo Horizonte, Autêntica, (2004, p.51)

CARTILHA de Software Livre. Salvador: PSL – BA, 2005.

Guia Livre. Referência de Migração para Software Livre do Governo Federal / Organizado por Grupo de Trabalho Migração para Software Livre. Brasília, 2005.
Disponível em: <http://www.softwarelivre.gov.br/publicacoes/guia-livre-referencia-de-migracao-para-software-livre> Acesso em 02/05/2009.

IRECÊ, Plano Diretor.2008.

NARRATIVAS QUE APRESENTAM A HISTÓRIA DE SER PROFESSOR


UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA-UFBA
FACULDADE DE EDUCAÇÃO- LICENCIATURA EM PEDAGOGIA/ ENSINO FUNDAMENTAL E SÉRIES INICIAIS

CURSISTAS:ALAIDES NASCIMENTO NUNES PEREIRA ANA CRISTINA FERREIRA DE SOUZA CORDEIRO ELIZABETE RODRIGUES NOVAIS RIBAS

Atividade 2213 GEAC: apresentada como requisito para avaliação pela professora Marcea Sales.



A educação deve se preocupar em fazer o indivíduo compreender o mundo que o cerca, despertando sua curiosidade intelectual e estimulando seu senso crítico, para que possa interferir no meio em que vive sentindo-se parte dele. Segundo Paulo Freire, deve haver uma relação direta entre o ensino e a pesquisa.

Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses fazeres se encontram um no corpo do outro. Enquanto ensino, contínuo buscando, reprocurando. Ensino porque busco, porque indaguei e me indago. Pesquiso para constatar, constatando, intervenho, intervindo, educo e me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar ou anunciar a novidade. (FREIRE 1996, p.32)

De acordo com os textos que foram lidos, a escola fica isolada e subdividida, cada professor em sua sala de aula sem compartilhar experiências bem sucedidas e viver um pouco a história do outro.


Segundo o professor Imbernan, é necessário ouvir as vozes e os relatos dos professores para desvendar uma parte do interior do ofício, para recuperar a esperança de que a paixão de ensinar ainda seja possível. (REVISTA PÁTIO, p. 11)
Para tanto, é preciso muito investimento na melhoria de condições de trabalho do professor, considerando não só a melhoria salarial, mas também a exigência de programas eficazes de formação inicial e continuada do professor, da qualidade do livro didático, de recursos televisivos e multimídia. É preciso que haja a reestruturação do conhecimento, onde se observa que o professor é uma peça fundamental nesse processo, pois, a prática escolar traz atrás de si condicionantes sócios políticas que devem ser consideradas para o bom andamento.


Assim sendo, a escola, embora faça parte da organização social, é considerada como um apêndice à sociedade, com poderes quase absolutos sobre ela, respondendo pela nobre função de formar a sociedade. Estabelecendo um paralelo entre os textos de Márcea Sales e Imbernón, percebemos que os professores trabalham em isolamento, e isso prejudica o andar da educação na busca do conhecimento.

Referências:

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários a prática educativa, São Paulo: Paz e Terra 1996, p. 32.
REVISTA PÁTIO, Aprender com Histórias de Vida, ANo XI n° 43, Ago / Set 2007, p. 11.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Avaliação sobre o Software Livre

É importante observar o uso da expressão avaliação de processo, e não avaliação no processo.
Além de avaliar os conhecimentos adquiridos pelos usuários do Software Livre e a capacidade de utilizá-los em novos programas, nós alunos da Universidade Federal da Bahia UFBA, realizamos uma pesquisa de campo sobre as vantagens que o programa Software Livre nos oferece. essa atividade foi altamente participativa pois nos revolucionou, mobilizando buscas através de pesquisas e entrevista. Estavamos perdidos no tempo, enquanto nossos filhos e alunos estão dando show na área da tecnologia. Nestas pesquisas descobrimos que precisamos despertar, e perder o medo porque são muitas coisas importantes sobre as tecnologias que ainda precisamos aprender, e para isso o governo está trabalhando em parceria para que a tecnologia chegue ao alcance de todos. Está disponibilizando máquinas e criando centro de informática nas escolas, como é o caso da cidade de Irecê estado da Bahia que muitas escolas já foram contempladas.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Ètica na escola e comunidade

A maioria das escolas principalmente nos grandes centros estão perdendo seus valores, desacreditando da sua identidade, por causa dos conflitos crescentes em relação a valores, os alunos estão vivendo a fase da experimentação e aventuras.

A violência está crescendo a cada dia. Devemos nos posicionar de maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentes situações sociais, utilizando o diálogo como forma de mediar conflitos e de tomar decisões coletivas, nesse caso deverão unir: educadores, cordenadores, funcionários, diretores, alunos e comunidade, para pensar em questões que estabeleçam metas mesmo que não cheguem a uma totalidade, o importante é que cada um faça a sua parte.

A ética na política

A crise política sem fim e sem precedentes sugere algumas reflexões sobre o problema da ética na política.

Nenhuma profissão é mais nobre do que a política porque quem a exerce assume responsabilidades só compatíveis com grandes qualidades morais e de competência. A atividade política só se justifica se o político tiver espírito republicano, ou seja, se suas ações, além de buscarem a conquista do poder, forem dirigidas para o bem público, que não é fácil definir, mas que é preciso sempre buscar.

Um bem público que variará de acordo com a ideologia ou os valores de cada político, mas o qual se espera que ele busque com prudência e coragem. E nenhuma profissão é mais importante, porque o político, na sua capacidade de definir instituições e tomar decisões estratégicas na vida das nações, tem uma influência sobre a vida das pessoas maior do que a de qualquer outra profissão.

Luis carlos bresser-Pereira
Folha de São Paulo, 10.4.2006

sexta-feira, 1 de maio de 2009


RELATÓRIO SOBRE ALFABETIZAÇÃO


UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
FACULDADE DE EDUCAÇÃO/FACED/IRECÊ
CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA ENSINO FUNDAMENTAL/SÉRIES INICIAIS

ALAIDES NASCIMENTO NUNES PEREIRA
ANA CRISTINA FERREIRA DE SOUZA CORDEIRO
GERVÁSIO MENDES MOZINE

ALFABETIZAÇÃO Atividade de registro e produção
apresentada como avaliação parcial do curso de Licenciatura em Pedagogia do Ensino Fundamental das Séries Iniciais da Universidade Federal da Bahia/FACED/UFBA/IRECÊ, sob a orientação da professora Giovana Zen.Irecê2009

INTRODUÇÃO
Essa atividade procura identificar a importância da aplicação, no processo de alfabetização. Na interação com outras crianças através da atividade de leitura e escrita de cantigas de roda, onde os mesmos pesquisavam as palavras e algumas letras para a montagem do texto. A criança aprende a interagir produtivamente com diversos tipos de textos que circulam socialmente. Estes textos vêm gerando uma multiplicidade de tematizações, normatizações e concretizações, caracterizando-se como um importante aspecto dentre os muitos outros envolvidos no complexo de constituição da alfabetização.Segundo Ana Teberosky e Tereza Colomer, o trabalho do professor é muito importante no processo de alfabetização, tendo em vista a sua função de descobrir o que o aluno já sabe e a aplicação mais adequada para a aquisição da escrita.

O professor alfabetizador tem uma tarefa imprescindível: descobrir o que cada aluno sabe sobre o sistema de escrita. É a chamada sondagem inicial (ou diagnóstico da turma), que permite identificar quais hipóteses sobre a língua escrita, ela permite uma avaliação e um acompanhamento dos avanços na aquisição da base alfabética e a definição das parcerias de trabalho entre os alunos. (TEBEROSKY, COLOMER, ESCOLA p.17)Além disso, as crianças têm a oportunidade de refletir, com a ajuda do professor sobre aquilo que escrevem, demonstrando interesse e assiduidade na atividade.Esta atividade tem como objetivo apresentar as hipóteses de escrita e leitura dos alunos, sistematizando as capacidades dos mesmos.Refletir sobre o sistema de escrita, a partir dos desafios propostos pelos encaminhamentos da atividade diagnóstica, compreendendo a importância de trabalhar o processo de alfabetização, com a finalidade de descobrir as hipóteses de escrita e leitura dos alunos, favorecendo as aprendizagens de cada um, a partir das hipóteses de escrita.

Segundo Emília Ferreiro “a escrita pode ser considerada como uma representação da linguagem ou como código de transcrição gráfica das unidades sonoras”. (FERREIRO, 2001, 10).A atividade diagnóstica foi realizada na sala da professora Alaídes Nascimento Nunes Pereira que trabalha na Escola Municipal Marcionílio Rosa com o 1º ano D no turno vespertino. A sala é composta de 24 alunos, sendo 01 aluno pré-silábico indefinido, 07 pré silábicos diferenciados, 03 silábicos sem valor sonoro, 05 silábicos com valor sonoro, 05 silábicos alfabéticos e 03 alfabéticos iniciais.

A turma foi dividida e cada professor ficou responsável por um grupo para realizar o diagnóstico.É necessário que o alfabetizador saiba identificar e compreender o raciocínio feito pelos alunos, para conseguir orientá-los com sucesso nas hipóteses e na descoberta para o sistema de escrita.O conteúdo trabalhado foi leitura, escrita e montagem de uma cantiga de roda, onde os alunos conheciam de memória, cujo o título é: Se eu fosse um peixinho e soubesse nadar.

PLANEJAMENTO DA AULA

O planejamento da atividade foi realizado no dia 26 de março com os seguintes objetivos:Ø Favorecer as aprendizagens de acordo com as hipóteses de escrita e leitura dos alunos.Ø Promover a interação de diferentes hipóteses.

Refletir sobre o sistema de escrita, a partir dos desafios propostos pelo encaminhamento. Facilitar os avanços das hipóteses de acordo com as intervenções necessárias.Ø Compreender a importância da escrita e leitura como forma de comunicação.

CONTEÚDO:

Leitura de texto: oralidade, cantiga de roda.
Montagem da cantiga de roda1º MOMENTO:Metodologia: Inicialmente explicar para turma que hoje estaremos realizando uma atividade de leitura e escrita e montagem de uma cantiga de roda que vocês já sabem de memória.Proposta 1: Leitura da cantiga de roda: Se eu fosse um peixinho...Procedimentos:1º) Será distribuído para cada dupla, a cantiga de roda dividida em palavras (cada palavra em um cartão).2º) Propor a cada uma das duplas que organizem a cantiga para que fique na ordem em que todos sabem contar.3º) Informar as duplas que não poderão sobrar nenhuma palavra, pois todas pertencem à música.Proposta 2: Escrita da cantiga de roda. Se eu fosse um peixinho...Que os alunos possam refletir sobre o sistema de escrita, a partir dos desafios propostos pelo encaminhamento.

Procedimentos:1) Distribuir para cada dupla as letras móveis previamente selecionadas pelo professor (oferecendo somente as letras de fato que fazem parte da cantiga).2) Propor que escrevam a parlenda utilizando todas as letras ali disponíveis, sem deixar sobrar nenhuma. O agrupamento será feito com silábico sem valor sonoro mais silábico com valor sonoro.Proposta 3: Escrita da cantiga de roda: Se eu fosse um peixinho...Os alunos estarão sentados em duplas para montar a cantiga de roda refletindo sobre o sistema de escrita, a partir dos objetivos propostos pelo encaminhamento da atividade.Procedimentos:1) Distribuir para cada dupla um conjunto de letras móveis.2) Propor que escrevam a cantiga de roda considerando o seguinte critério: cada aluno da dupla coloca uma letra, justifica o que já está escrito até ali e passa a vez para o colega que continua a escrita, colocando outra letra e justificando. E assim sucessivamente.

O professor fará as intervenções necessárias para que os alunos montem de memória a cantiga de roda, analisando as variações das propostas identificando os desafios de cada uma. Observar os desafios que podem se tratar do sistema de escrita alfabético ou do sistema de escrita ortográfico. Nesta atividade ficará agrupada 01 aluno alfabético mais 01 outro alfabético considerando o nível de conhecimento sobre o sistema de escrita de cada aluno e os desafios propostos.

AGRUPAMENTOS Alfabéticos com alfabético – Flávia Suellen e Guilherme MacielSilábico alfabético e Silábico com valor sonoro – Kelly Cristina e Kevin DeividSilábico com valor e Silábico sem valor – Rian e Vínicius Silábico sem valor e Silábico com valor – Karen e Daniela

DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE Esta atividade foi escolhida porque já tinha sido trabalhada com os alunos e eles conheciam esta cantiga de roda de memória e sempre era cantada no início das aulas, promovendo a interação entre os mesmos, pois esta é a cantiga preferida da turma. Professora Alaides
Trabalhamos com a cantiga de roda: Se eu fosse um peixinho... Primeiro fizemos o diagnóstico da turma, depois reunimos e organizamos um planejamento. Dividimos os alunos por hipóteses, alfabético com alfabético, silábico alfabético com silábico com valor sonoro, silábico com valor e silábico sem valor. Distribuímos para as duplas, envelopes contendo letras e palavras. Alfabético com alfabético envelope só com as letras da cantiga. Silábico com valor sonoro e silábico alfabético – um envelope com a cantiga de roda fragmentada em palavras. Silábico com valor e silábico sem valor – um envelope contendo várias letras para eles montarem a cantiga de roda. Professora Ana CristinaPercebemos as dificuldades que eles apresentaram na escrita e na leitura. Ex: Os alunos tiveram dificuldades nas palavras que tem SS, como: soubesse e fosse, que completava a cantiga de roda, porém, com intervenção do professor, eles montaram o restante sem dificuldades.Os alunos Rian e Vinícius um silábico com valor sonoro e o outro sem valor sonoro, foram solicitados para montar o texto com palavras. Após questionar como deveria escrever a palavra fosse, o aluno Rian disse que era com a letra F, imediatamente pegou a palavra fosse e colocou na montagem. Pedi para ele ler e ele leu aleatoriamente. Depois de algumas intervenções, eles conseguiram montar a cantiga com muito trabalho.Já os alunos que ficaram com as letras móveis apresentaram dificuldades, porém eram seguros na construção da escrita da atividade, pois o desafio era escolher letras e formar as palavras necessárias para compor o texto com ajuda do parceiro. Os mesmos montaram do jeito deles faltando letras, mas tinham certeza que estava certo. Quando era solicitado para eles ler liam de forma corrida embora, não era convencionalmente. Professor Gervásio Esta atividade nos proporcionou uma reflexão sobre a análise de escrita dos alunos, é necessário trabalhar conteúdos de ortografia para os alunos que estão alfabéticos. É importante também que, ao longo do ano a professora da turma possa interagir com outras atividades significativas que promovam avanços satisfatórios.

CONSIDERAÇÕES FINAIS:Tendo em vista que a atividade de leitura e escrita é condição essencial para que se possa compreender o mundo, a atividade favoreceu a aprendizagem através do diagnóstico, pois o mesmo é essencial durante a alfabetização e no decorrer de toda escolaridade. Percebemos os avanços e as dificuldades dos alunos, porque conhecendo as hipóteses facilita o acompanhamento adequado da turma e o que eles já sabem sobre a escrita. È interessante frisar que os silábicos com valor são bem seguros nas suas produções, quanto os silábicos alfabéticos, não tem tanta segurança porque estão em confronto com a escrita considerando que ele compreenda o princípio alfabético de nossa escrita. No entanto, mesmo nessa fase, os alunos ainda apresentam erros de ortografia. Durante a montagem da cantiga de roda podemos perceber as hipóteses de leitura e escrita dos alunos bem como o desenvolvimento das habilidades lingüísticas proporcionando aos alunos uma nova experiência de leitura e escrita.É possível alfabetizar uma boa parte dos alunos, pois devemos levar em conta que alfabetizar é um processo lento que exige um acompanhamento sistemático por parte do professor, sendo um mediador, observando e intervindo de acordo com as necessidades de cada aluno.


REFERÊNCIAS:ESCOLA, Revista Nova. Alfabetizar é tudo, Edição especial n°. 22, p.17.FERREIRO, Emília. Reflexões sobre alfabetização. 24 ed. Atualizada – São Paulo: Cortez, 2001.